quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Super-acelerarador poderá destruir a Terra?

Cientistas e juristas levantaram preocupações de que uma ambiciosa experiência usando um acelerador de íons super-carregado poderia destruir o planeta Terra.
Super-acelerarador poderá destruir a Terra?
Um dos aceleradores de partículas mais poderosos do mundo, que é capaz de gerar partículas mais quentes que 4 trilhões de graus Celsius, tem estado sob os holofotes depois que especialistas alertaram que micro-buracos negros e strangelets podem ser gerados nele.
O Brookhaven National Laboratory’s Realistic Heavy Ion Collider (RHIC) acelera núcleos quase na velocidade da luz, antes de esmaga-los em uma tentativa de criar o chamado plasma de quark-glúon, que é uma substância incrivelmente quente pensada para ter surgido logo após o Big Bang.
Super-acelerarador poderá destruir a Terra?
Embora o experimento poderia ajudar a responder a perguntas sobre como a vida começou na Terra, os críticos, incluindo alguns astrônomos, advertiram que partículas subatômicas chamadas “strangelets” poderiam ser criadas acidentalmente nesse processo.
Estas partículas têm o potencial de iniciar uma reação em cadeia e transformar tudo o que toca em “matéria estranha”, o que transformaria a Terra em uma esfera hiperdensa inerte com algumas centenas de metros de diâmetro. [O incrível poder da matéria estranha]
O RHIC – o segundo mais poderoso acelerador de partículas do mundo, depois do LHC – está prestes a obter uma atualização em massa para aumentar o seu poder.
Com a atualização, o RHIC será capaz de gerar colisões 20 vezes mais fortes do que quando foi originalmente construído, levando críticos a questionar se a instalação também precisa realizar uma avaliação de riscos mais completa.
Eric Johnson, professor de Direito da Universidade de Dakota do Norte e Michael Baram, professor emérito da Boston University Law School, escreveram em um artigo para o International Business Times que a instalação deve ser reavaliada pelo seu potencial em criar um desastre de enorme escala que poderia acabar com a vida na Terra.
outra preocupação é a possibilidade da criação de mini buracos negros. Estes, todavia, são realmente pequenos, e evaporariam em questão de milissegundos após serem criados. Não há, portanto, tempo suficiente para eles sugarem matéria e ganharem massa à medida que isso acontece.

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