terça-feira, 22 de abril de 2014

Criar mini buracos negros é mais fácil do 

que o imaginado



Criar buracos negros microscópicos usando aceleradores de partículas exige menos energia do que se pensava, segundo os pesquisadores.
Se os físicos conseguirem criar tais buracos negros com energia da própria Terra, a realização pode provar a existência de dimensões extras no universo.

Criando mini buracos negros


Buracos negros
Os buracos negros possuem campos gravitacionais tão poderosos que nada pode escapar deles, nem mesmo a luz. Eles geralmente se formam após o colapso  de uma estrela massiva sob sua própria gravidade, comprimindo sua massa até se tornar um ponto muito massivo e denso, que suga toda a matéria ao seu redor.
Quando o acelerador de partículas mais poderoso do mundo, o LHC, estava em operação, os cientistas se perguntavam se colisões de partículas em velocidades próximas à da luz poderiam criar pequenos buracos negros.
Até agora, os pesquisadores não detectaram buracos negros no acelerador de partículas. Ainda assim, o interesse teórico nessa possibilidade permanece vivo.
Agora, usando supercomputadores, os físicos simularam colisões entre partículas em velocidade próxima à da luz e mostraram que os buracos negros podem se formar com um nível de energia inferior ao imaginado anteriormente.
Esta nova descoberta está enraizada na teoria da relatividade. Primeiro, através de sua famosa equação E = mc2, Einstein revelou que massa e energia estão relacionados. Isto significa que quanto maior é a energia de uma partícula, mais rápido ela é acelerada, e maior será  sua massa.
Em seguida, a teoria de Einstein explica que a massa curva o tecido do espaço e do tempo, gerando o fenômeno conhecido como gravidade. Como as partículas são aceleradas em uma velocidade próxima à da luz, sua massa torna-se incrivelmente alta, portanto uma colisão entre duas partículas pode criar um mini buraco negro, que nada mais é do que uma grande deformação no tecido do espaço-tempo.

Dimensões extras

Ainda assim, a física convencional sugere que seria necessário um quatrilhão de vezes mais energia para formar um buraco negro microscópico.
No entanto, diversas teorias sugerem a existência de dimensões extras além das 4 conhecidas (3 espaciais e 1 temporal), todas elas em nível microscópico. Cenários com base em dimensões extras podem formar buracos negros com menos energia.

Sem risco para a Terra


LHC
Por mais assustador que possa parecer um buracos negro (ainda mais se ele for produzido no LHC), tais entidades infinitesimais não representam risco para o planeta. Portanto, não existe nenhum perigo de ele ganhar massa e engolir todo o planeta Terra, como um buraco negro comum faria.
O físico teórico Stephen Hawking calculou que todos os buracos negros perdem massa ao longo do tempo, em um fenômeno conhecido como radiação Hawking. Minúsculos buracos negros tendem a evaporar em uma fração de segundo, antes de engolir qualquer quantidade significativa de matéria.

Mesmo admitindo que Hawking esteja errado e que os buracos negros são mais estáveis do que isso, os mini buracos negros ainda não representam qualquer perigo. Eles são tão pequenos que levariam bilhões de anos para engolir uma pequena quantidade de matéria da Terra

E se a gravidade fosse “desligada”?


A gravidade é uma das forças primárias da vida do universo. Sem ela, não só praticamente tudo cessaria, mas a própria produção de tudo iria desmoronar. Não haveria mais estrelas, nem planetas, nem nada para nos manter presos ao chão. Flutuar no espaço poderia parecer legal durante uma fração de segundo, mas deixe-me assegurá-lo que seria uma coisa muito, muito ruim (o espaço é assustador e nós morreríamos em pouco tempo). Apesar da gravidade ser a própria essência do nosso universo físico (que fornece a atração que, em última análise, permite que as coisas se unam e se fundam), a nossa compreensão de como ela funciona é pobre na melhor das hipóteses. Acredita-se ser a consequência da deformação do espaço-tempo causada por objetos que possuem massa. Pelo menos, é o que postula a relatividade geral. [Entendendo a Teoria da Relatividade]
Gravidade
De qualquer forma, a gravidade na Terra não pode simplesmente se “desligar”. No entanto, ainda podemos falar de hipóteses. Então, se a gravidade se desligar, o que aconteceria?
Para começar, a atmosfera seria perdida para o espaço, levando com ela toda a nossa água. E isso seria perdido permanentemente para o espaço, para sempre. Eu não estou apenas falando da água nos lagos, oceanos, rios, córregos, ou até mesmo de toda a água que viaja através de nossas tubulações, mas também a água correndo em nossos corpos. Sem atmosfera e água, toda a vida na Terra morreria imediatamente. Qualquer coisa líquida ferveria à medida que fosse exposta ao vácuo do espaço.
Logo depois, todos os nossos edifícios (e, basicamente, tudo o resto) também se perderia. Sem a gravidade (e nosso constante movimento através do espaço), as coisas começariam a ser arremessadas para o espaço.
Os objetos localizados em andares superiores de edifícios de grande altura simplesmente começariam a flutuar suavemente, até que atingissem o teto (onde eles iriam parar). Por fora, objetos não ancorados continuariam a acelerar mais rapidamente após a decolagem inicial.
A própria gravidade é o que mantém o nosso planeta coeso. Ela ajuda a manter um equilíbrio entre a pressão interna vivida perto do nosso núcleo, manto e crosta da Terra. Em primeiro lugar, metais fundidos iriam começar a fazer o seu caminho até a superfície da Terra, antes da Terra em si se partir pedaço por pedaço e se desintegrar completamente.
Em uma escala maior, o universo, ou o que restar dele, se transformaria em puro caos. As estrelas se apagariam, os planetas se desprenderiam, e o cosmos ficaria em uma eterna escuridão. Simples assim.

Desnecessário dizer dizer que a gravidade é algo fundamental para a existência da vida e que sem ela não estaríamos aqui hoje.


Galáxia minúscula pode conter pistas para o 

universo primordial


Os astrônomos descobriram uma pequena galáxia flutuante na borda da Via Láctea que poderia uma das primeiras do universo.

Fóssil de galáxia pode conter pistas para o universo primordial
Uma galáxia pode conter bilhões de estrelas, mas uma galáxia anã chamada Segue 1 tem apenas algumas centenas se que poderia ser uma das primeiras já formadas
Um artigo na revista Scientific American relata a galáxia chamada Segue 1 acredita-se que seja um fóssil dos primeiros dias do universo depois que um estudo recente descobriu que ela contém menos elementos pesados ​​como o metal, que é abundante em todas as galáxias conhecidas.
Pesquisadores do MIT coletaram dados sobre Segue 1 e descobriram que ela não só é extremamente pequena – formada por algumas centenas de estrelas em comparação com as centenas de bilhões que galáxias geralmente criam – mas também é pobre em metais como o ferro, o que indica que ela pode ter parado de evoluir ao longo de 13 bilhões de anos.
“Segue 1 é tão ridiculamente pobre em metal que nós suspeitamos que pelo menos um par de estrelas são descendentes diretos dos primeiros astros do universo”, diz o co-autor Evan Kirby, da Universidade da Califórnia, em Irvine.

O tamanho incomum de Segue 1 também está ajudando a lançar luz sobre a formação e evolução de galáxias. Parece que ela passou por um rápido surto de crescimento, e em seguida, parou. Os astrônomos estão debatendo a respeito de como isso poderia ter acontecido. Embora seja possível que ela fosse um corpo muito maior, mas foi destituído de suas estrelas ricas em metais pela Via Láctea, alguns acreditam que ela realmente sempre foi pequena.

1ª exolua pode ter sido detectada


Pela primeira vez, os astrônomos podem ter visto uma lua circulando um planeta alienígena – embora eles provavelmente nunca saberão ao certo exatamente o que eles encontraram.
1ª exolua pode ter sido detectada
Ilustração das duas possibilidades levantadas para o sistema MOA-2011-BLG-262. No primeiro caso, há um planeta errante e uma lua. No segundo, uma estrela e um planeta gigante.
Uma equipe de cientistas detectou um par de objetos distantes que poderia ser um planeta semelhante a Júpiter, porém sem uma estrela mãe, e uma exolua rochosa voando livremente através do espaço, ou uma pequena estrela fraca que hospeda um planeta cerca de 18 vezes mais massivo que a Terra.
Os astrônomos usaram uma técnica chamada microlente gravitacional, observando o que acontece quando um grande objeto em primeiro plano passa na frente de uma estrela a partir de nosso ponto de vista na Terra. O campo gravitacional do corpo nas proximidades dobra e amplia a luz da estrela distante, agindo como uma lente.
A lente gravitacional pode revelar muito sobre o objeto em primeiro plano – por exemplo, no caso de uma estrela, se hospeda um planeta e, em caso afirmativo, o quão grande é o mundo comparado com a estrela.
No novo estudo, a equipe observou um intrigante caso de lente usando telescópios na Nova Zelândia e no estado australiano da Tasmânia. Eles determinaram que o objeto em primeiro plano tem um companheiro em órbita com cerca de 0,05% da sua massa.
“Uma possibilidade é que seja um planeta errante e sua lua, o que se for verdade, seria uma descoberta espetacular de um tipo totalmente novo de sistema”, disse Wes Traub, cientista-chefe do escritório do Programa de Exploração Exoplanetária da NASA no Laboratório de Propulsão a Jato em Pasadena, Califórnia.
A equipe poderia resolver o mistério se soubesse o quão longe da Terra o sistema, chamado MOA-2011-BLG-262, está. Se estiver relativamente perto, MOA-2011-BLG-262 é provavelmente um “planeta errante” e uma lua; um sistema distante teria de ser tão grande como uma estrela para produzir os mesmos efeitos de lente, disseram os pesquisadores.
Infelizmente, a verdadeira identidade de MOA-2011-BLG-262 provavelmente continuará sendo um mistério para sempre. Eventos de microlente são encontros aleatórios, de modo que não haverá observações de acompanhamento.
“Nós não vamos ter uma oportunidade de observar o candidato a exolua novamente”, disse o principal autor do estudo David Bennett, da Universidade de Notre Dame. “Mas podemos esperar descobertas mais inesperadas que essa.”


segunda-feira, 14 de abril de 2014

Ilustrações de tirar o fôlego mostram o esplendor de planetas com anéis


Há algo mais bonito que um planeta com anéis? É como um instantâneo significante de mundo exótico nada parecido com a Terra.  E a visão de um anel flutuante em torno de um mundo inteiro é uma das vistas mais poéticas e surpreendentes que o universo tem para oferecer. E afortunadamente, alguns artistas imensamente talentosos criaram ilustrações mostrando a maravilha de mundos com anéis.

Saturno

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 Sonho Saturniano: Moonlet Requiem

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De-Light

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Gallaen, um grande mundo terrestre que carrega um anel de poeira, com Galgotha, sua lua formada de terra

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 Posto Avançado Distante em volta de um planeta gasoso

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Adara

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Um planeta com anéis classe-M

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 O Anel

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Gelo

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 O Hieróglifo

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 O Anel Cassini

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 Uma colônia em uma lua de um gigante gasoso com anéis

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Marvin

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Anéis Glaciais

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 Um planeta com duas luas e anéis

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Thirtha II

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Planeta I’KALX

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 Tranquilidade da silenciosa Titã

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 Silêncio profundo

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O planeta extra-solar 81 Ceti b (classificado como Super-Júpiter), 317 anos-luz distantes na constelação de Cetus. Descoberto em julho de 2008.
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 O Observador de Anel

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Bônus: Um planeta desenhado no Microsoft Paint usando nada além de um mouse

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quinta-feira, 10 de abril de 2014

NASA registra foto de misteriosa luz em Marte


Pode haver vida em Marte, mas espere: de onde vem essa luz? Um fragmento inexplicável de luz em uma foto do Curiosity, da NASA, está intrigando muita gente.
NASA registra foto de misteriosa luz em Marte
A luz estranha, vista em uma foto tirada pela câmera do lado direito do robô em uma nova área de estudo conhecida como Kimberley, não aparece nas fotos da câmera do lado esquerdo, o que sugere que a “luz” é na verdade é resultado de dados perdidos. Um especialista em imagens do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA diz que o efeito pode ter sido causado por um golpe de raios cósmicos.
Embora a agência espacial não tenha emitido qualquer declaração sobre o fenômeno, blogueiros e observadores da NASA entraram na conversa sobre o que é visto na foto, que foi enviada ao longo de milhões de quilômetros de espaço antes de ser vista pelo Laboratório de Propulsão a Jato, em Pasadena, Califórnia.
E você, leitor, qual seu palpite? 

Abell 33: um colossal “anel de diamante” cósmico


Um anel de diamante cósmico brilha a 2.500 anos-luz da Terra.
Abell 33
Um poderoso telescópio no Chile capturou uma imagem de uma nebulosa planetária e uma estrela brilhante que, juntas, parecem com um anel de diamante no espaço profundo. O Observatório Europeu do Sul divulgou a foto da nebulosa planetária Abell 33 e a estrela chamada HD 83535 hoje (9 de abril).
Uma nebulosa planetária é uma das últimas fases da vida de uma estrela como o sol, e se forma quando uma estrela com uma massa similar esgota seu combustível e expulsa suas camadas externas para o espaço , criando uma nuvem brilhante de gás em volta do núcleo, que acabará se tornando uma anã branca.
A aparência circular de Abell 33 é realmente rara para uma nebulosa planetária. Geralmente, esses tipos de objetos têm formas estranhas devido à rotação da estrela ou outros fatores. Mas de alguma forma, Abell 33 se parece com uma bolha azul perfeita.
“O resto da estrela progenitora de Abell 33, em seu caminho para se tornar uma anã branca, pode ser vista ligeiramente fora do centro dentro da nebulosa, visível como uma pequena pérola branca. Ainda é mais brilhante que o nosso próprio sol
A estrela HD 83535 está situada entre Abel 33 e a Terra. Seu posicionamento único permitiu um alinhamento fortuito, criando a ilusão de um anel de diamante celestial.

terça-feira, 8 de abril de 2014

A literal música das estrelas


Cantores não são as únicas estrelas que podem fazer uma bela (ou péssima) música. Surpreendentemente, as estrelas no espaço exterior também compõem uma sinfonia de sons melódicos. Embora na aula de ciências os alunos só aprendem que as estrelas podem ser vistas, elas na verdade também pode ser ouvidas. Assim como vocalistas, cada estrela tem um som, tom e afinação diferente. As menores estrelas podem ser imaginadas como flautas, e as maiores como tubas profundas de médio porte como trombones. Todos contribuem para a orquestra estelar.
A literal música das estrelas
Sons de estrelas são formados ​​por vibrações internas reveladas no brilho rítmico da estrela. As vibrações são provocadas pela ascensão turbulenta e queda de gases quentes na superfície da estrela. Estas vibrações também ajudam os cientistas a estudar a idade, tamanho e composição das estrelas. “Starquakes” é o termo científico não oficial para as vibrações das estrelas, que reverberam a partir do núcleo para a superfície. A técnica de detecção de luz causada por starquakes e utilizá-la para reconstruir o som é conhecida como astrosismologia.
Cientistas conseguiram capturar e gravar essas belas melodias, muitas das quais podem ser encontradas na Internet. Algumas das gravações soam como uma breve passagem de ar em um microfone durante o silêncio da multidão antes de um grande discurso. Outras gravações soam como um zumbido – no tom certo para causar enxaquecas. Apesar de não ser o seu propósito original, o telescópio espacial Kepler, da NASA, tem sido uma ferramenta essencial para a reconstrução de sons estelares.
Essencialmente, as estrelas são como instrumentos musicais, porque elas não são uniformemente sólidas em seu interior. As camadas externas espessas da estrela interceptam o som, fazendo com que oscile em torno de dentro da estrela. Conforme o som vibra através das camadas, a estrela começa a se expandir e contrair. Enquanto a estrela está se expandindo e contraindo, ela clareia e escurece. Astrosismólogos usam observações dessas mudanças na luz para reconstruir o som produzido pelas estrelas.
Semelhante à forma como a tuba produz notas mais profundas do que uma trombeta, estrelas maiores produzem sons mais profundos e lentos. As estrelas maiores vibram em uma frequência mais baixa, que os cientistas usam para calcular o tamanho da estrela. A composição da estrela pode ser estudada a partir da observação de suas mudanças de luz, determinando a facilidade ou dificuldade com que o som se move através da estrela. O hélio é mais fácil para as ondas de som passarem através do hidrogénio, o que altera o tom do som na superfície.
Até mesmo o nosso sol é parte da orquestra estelar, especificamente a seção de cordas. A estrela que o nosso mundo orbita emite sons misteriosos produzidos pelo campo magnético em sua atmosfera exterior. Os cientistas observaram laços coronais enrolando longe das camadas exteriores da estrela, que vibram como as cordas de um instrumento musical. Estes laços às vezes pode ter mais de 95.000 km de comprimento. Astrosismólogos foram capazes de observar o Sol e reconstruir o seu som. Agora, não só pode ver o nosso sol, podemos ouvi-lo, também.

Eis a solução para o paradoxo do buraco negro de Hawking


No início deste ano, Stephen Hawking propôs uma reformulação radical na forma como definimos os buracos negros, mas essa explicação ainda deixou uma grande pergunta sem resposta de como os buracos negros funcionam. Agora, um físico diz ter resolvido esse problema.
Buraco-negro
O problema gira em torno do que acontece à informação quando ela é encontrada por um buraco negro. Um buraco negro se mantém cercado por um brilho de radiação chamado radiação Hawking, que lentamente evapora o monstro cósmico, embora isso demande uma incrível quantidade de tempo. Mas, conforme a radiação evapora, as informações que contém nela, teoricamente, são destruídas, o que viola um dos princípios fundamentais da física, que diz que a informação nunca pode ser perdida.
É aí que Chris Adami, da Universidade de Michigan, entra em cena com sua solução. A resposta para o que acontece com a informação, explicou ele em um comunicado, encontra-se no conceito de emissão estimulada – basicamente a informação é copiada, assim como uma Xerox:
“A emissão estimulada é o processo físico por trás dos LASERS (amplificação de luz por emissão estimulada de radiação). Basicamente, ela funciona como uma máquina de cópia: você joga algo na máquina, e duas coisas idênticas saem. Se você joga informações em um buraco negro, pouco antes dela ser engolida, o buraco negro primeiro faz uma cópia que é deixado do lado de fora. Este mecanismo de cópia foi previsto por Albert Einstein em 1917, mas nunca havia sido aplicado a um buraco negro.  Sem esse mecanismo, a física não poderia ser consistente”.
É uma ideia interessante que poderia oferecer uma explicação potencialmente elegante para o paradoxo de como a informação é tratada por buracos negros. Além do mais, Adami diz que sua solução se encaixa com a teoria de Hawking, mostrando que a teoria de como um buraco negro evapora está correta. 

Encontrada a maior prova do Big Bang até agora


Astrônomos descobriram a primeira evidência direta da inflação cósmica, a dramática expansão teórica do universo que colocou o “Bang” no Big Bang 13,8 bilhões anos atrás.
Encontrada a maior evidência do Big Bang
A descoberta também confirma a existência de ondulações hipotéticas no espaço-tempo conhecida como ondas gravitacionais – dando aos pesquisadores uma compreensão muito melhor do Big Bang e suas consequências imediatas.
“Se isso for confirmado, será uma das maiores descobertas da história da cosmologia”, disse o astrônomo Avi Loeb, da Universidade de Harvard, que não era um membro da equipe de pesquisa. Ele comparou o achado à observação de 1998, que revelou que a expansão do universo estava acelerando e deu vida à chamada “energia escura”.  O feito rendeu aos três pesquisadores o Prêmio Nobel de Física em 2011.
A descoberta foi feita pela equipe liderada por John Kovac do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica. Os resultados serão publicados na revista Nature, que divulgou um vídeo que descreve a descoberta. A equipe de Kovac também vai discutir os resultados em uma coletiva de imprensa que você pode ver aqui.

O universo cresce

A breve e assombrosa época inflacionária transformou o universo primordial a partir de meras flutuações quânticas em algo de tamanho macroscópico, de acordo com a ideia do Big Bang.
Cerca de um trilionésimo de um trilionésimo de trilionésimo de segundo após o nascimento do universo, o espaço-tempo se expandiu incrivelmente rápido, inchando em velocidades muito maiores que a da luz (isto não viola a teoria da relatividade especial, de Albert Einstein, que afirma que nada pode se mover mais rápido do que a luz através do espaço. Acontece que a inflação foi uma expansão do espaço em si, não de algo dentro dele).
A teoria da inflação tem sido apoiada ao longo dos anos por várias missões espaciais diferentes que mapearam a radiação cósmica de fundo (CMB), a luz antiga que começou a saturar o universo cerca de 380.000 anos após o Big Bang. (Antes disso, o universo era uma névoa escaldante de plasma e energia muito quente para fótons  viajarem livremente).
Enquanto a CMB contém variações pequenas de temperatura, é, em sua maior parte, notavelmente uniforme em todo o céu – uma propriedade que reforça o conceito da inflação, dizem os pesquisadores.

Modos b

BICEP2
A prova encontrada agora é um tipo de polarização na CMB conhecida como “modo B.” A expansão espetacular do universo durante a inflação produziu ondas gravitacionais, que, por sua vez, geraram os modos B, de acordo com a teoria.
Assim, várias equipes foram a caça de modos B.”No novo estudo anunciado hoje, Kovac e sua equipe relatam que eles têm visto os redemoinhos característicos da polarização do modo B usando o telescópio BICEP2, na Antártida.
Os pesquisadores fizeram mapas ultra-sensíveis da CMB ao longo de cerca de 2% do céu, aproveitando o ótimo local de observação do BICEP2.
Einstein previu a existência de ondas gravitacionais em 1916, como parte de sua teoria da relatividade geral. A nova descoberta representa a primeira evidência direta dessas ondulações no espaço-tempo primordial, disseram os pesquisadores.
Sabendo o enorme potencial da descoberta, Kovac e seus colegas se debruçaram sobre o conjunto de dados do BICEP2 por vários anos para garantir que o sinal não era algum tipo de artefato gerado pela instrumentação do telescópio.
Além de proporcionar um forte apoio para a teoria da inflação (e do Big Bang), as novas observações do BICEP2 revelam alguns detalhes sobre o processo de inflação em si.
Por exemplo, a força do sinal do modo B sugere que a inflação ocorreu em níveis de energia tremendos – níveis tão altos que todas as grandes forças do universo, exceto a gravidade, estavam unificados.
Ainda assim, há muito mais a aprender sobre primeiros momentos do nosso Universo. Por exemplo, os astrônomos ainda não têm idéia de como a substância que impulsionou a inflação – apelidada de “inflatón” – realmente é.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Astrônomos descobrem a idade da Lua


Há muito tempo sabe-se que a nossa lua se formou depois que a Terra foi atingida por um planeta do tamanho de Marte há bilhões de anos, mas quando isso aconteceu era até bem pouco tempo atrás motivo de debate.
Astrônomos descobrem a idade da Lua
Alguns cientistas acreditavam que o evento ocorreu cerca de 30 milhões de anos após a formação do sistema solar, enquanto outros afirmam que isso aconteceu até 100 milhões de anos depois.
Usando medições do interior da Terra, juntamente com simulações de computador, uma equipe internacional de cientistas planetários afirma que a última estimativa é a mais correta- e descobriram através do que eles estão chamando de um “relógio geológico”.
Pesquisadores da França, Alemanha e EUA realizaram 259 simulações em computador do crescimento de Mercúrio, Vênus, Terra e Marte.

Durante esta análise, os cientistas descobriram uma ligação entre quando a Terra foi atingida, e a quantidade de material adicionada à Terra após o impacto.
Esta relação funciona como um relógio, até à data do evento de formação da lua. Segundo os cientistas, este é o primeiro “relógio geológico” na história do sistema solar, isto é, que não depende de medições e interpretações do decaimento radioativo de núcleos atômicos para determinar a idade.
“Estávamos ansiosos para encontrar um “relógio” para o tempo de formação da Lua, que não depende de métodos de datação radiométrica”, disse o principal autor Seth Jacobson, do Observatório de la Cote d’Azur, em Nice, na França.
O estudo demonstrou que a abundância de elementos altamente siderófilos no manto da Terra – elementos atômicos que são quimicamente relacionados com ferro – é diretamente proporcional à massa liberada após o impacto da Terra.
A partir destas medições geoquímicas, o relógio recentemente estabeleceu que a lua se formou aproximadamente 95 milhões de anos após a origem do sistema solar – com um grau de incerteza entre 32 e 39 milhões de anos.
Pensa que o sistema solar se formou 4,6 bilhões de anos atrás, com o colapso gravitacional de parte de uma nuvem molecular.

domingo, 6 de abril de 2014

Gigante aglomerado de galáxias ‘El Gordo’ é ainda maior do que o pensado


Nós já sabíamos que este aglomerado de galáxias antigo (apelidado de “El Gordo”) era o maior aglomerado de galáxias já visto, mas acontece que os astrônomos haviam subestimado seu verdadeiro tamanho. Como os astrônomos descobriram isso? Simples. Eles o pesaram.
Gigante aglomerado de galáxias El Gordo é ainda maior do que o pensado
Então como pesar um aglomerado de galáxias a quase 10 bilhões de anos-luz de distância e com 3 milhões de bilhões de vezes a massa do nosso sol?
Nós já falamos sobre a lente gravitacional, um fenômeno que ocorre em torno de aglomerados de galáxias, onde a gravidade combinada é tão forte que distorce o espaço e a luz de uma maneira que, na verdade, amplia nossa visão de espaço muito além do que nós seríamos capazes de ver de outra forma – uma espécie de telescópio natural.
Ao medir o quanto a gravidade do aglomerado distorce as imagens do espaço em torno dele, James Jee, da Universidade da Califórnia, foi capaz de calcular que o aglomerado é 43% maior do que o calculado anteriormente

terça-feira, 1 de abril de 2014

Um globo pode ajudar a entender como o espaço pode ser curvado


Há teorias pelo mundo afora que o espaço em si pode ser curvado. Esta é uma ideia confusa para algumas pessoas. Um rápido exercício com um globo pode a tornar um pouco mais compreensível.
Um globo pode ajudar a entender como o espaço pode ser curvado
Se você conviver com físicos o tempo suficiente, você ouvirá sobre espaço curvado, dimensões mais altas, e a possível modelagem esquisita do universo. O que estas ideias significam? Quando olhamos a nossa volta, não significam nada. Nosso universo parece o mesmo, a partir do interior, quer seja em forma de um pedaço de papel, ou uma sela, ou um globo. Há realmente poucas maneiras de conseguir qualquer perspectiva sobre a ideia de uma curva para o nosso universo, ou uma curva para nossa dimensão.
Um ponto geralmente feito para ilustrar as consequências de viver numa curvatura é o fato que a geometria de um mundo curvado não é nem um pouco como a geometria de um mundo plano. Formas que são impossíveis em uma planície de papel materializam-se se dado espaço suficiente em um mundo curvado. Uma maneira simples de imaginar isto é pegar um globo e começar a delinear as linhas com seu dedo. Você fará um triângulo impossível.
Primeiro desenhe um triângulo, qualquer triângulo, em uma planície de papel. Não importa qual triângulo você desenhou, seus ângulos somam 180 graus. Em uma superfície plana, isto faz parte da definição de um triângulo. Para ver o quão impossível é desenhar um triângulo com soma dos ângulos maior que 180 graus, tente desenhar um ângulo reto – um ângulo de 90 graus perfeito. No final de uma das linhas que sobressaem do ângulo reto, desenhe um outro ângulo reto. Isto é 180 graus, e o que você tem? Um quadrado que está faltando um lado. Não há como torná-lo um triângulo.
Agora pegue o globo. (Você pode tentar fazer a mesma coisa traçando linhas numa bola de tênis, ou uma laranja, ou qualquer objeto esférico, mas um globo é útil porque já possui linhas desenhas sobre ele). Imagine que você é uma ameba naquele globo – bem no equador. Na linha mais próxima de longitude, você dá uma volta de 90 graus para o norte em direção ao polo. Continue subindo aquela linha de longitude. Quando você chegar ao polo norte, dê outra volta de 90 graus, descendo a linha apropriada de longitude. Isto é 180 graus. Em um espaço plano, seria impossível você fazer mais uma curva e descrever um triângulo. Mas eventualmente, você alcança o equador. Você faz uma curva de 90 graus, e termina onde começou. A partir de sua perspectiva, você acabou de fazer três curvas de 90 graus, e andou três linhas retas, e fez um triângulo gigante. Isto não é possível.
Da perspectiva de alguém que pode ver o globo, por outro lado, é perfeitamente possível fazer este triângulo. Funciona pela mesma razão que você poder andar em linha reta em um globo, e acabar onde começou. Isto é o que as pessoas querem dizer quando dizem que nós poderíamos ser uma dimensão encolhida dentro de dimensões maiores. Em um espaço pequeno o triângulo de 270 graus não é visível. Mas se tivéssemos de enviar uma tripulação de nave espacial em torno do universo, e o universo que nós nos movemos fosse suficientemente curvo, eles deveriam fazer a viagem do ameba. Eles pensariam que estão traçando quadrados em uma grade, apenas para encontrar-se de volta onde começaram, porque eles fizeram uma viagem triangular acidentalmente.